Os amigos - Parte 11 - As tenistas

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 O silêncio reinava na sala da minha casa, falar o quê depois do que fizemos? O que me restou fazer foi fingir que nada aconteceu, levantei minha calça e voltei para cozinha para terminar de fazer meu lanche, então Maria me seguiu e fez o mesmo.

 Interessante como ela não tinha mais nem um traço de masculinidade, todos os seus movimentos eram delicados e fofos, até o jeitinho de colocar a manteiga na torrada, o biquinho que fazia para beber o suco, o movimento dos quadris ao andar, isso a deixava atraente.

 - Eu tenho que ir agora.

 - Eu... Eu te acompanho até sua casa!

 - Sério Jorge?

 - Sim, você disse que tinha uns caras te seguindo, então é melhor eu ir junto com você. Eu sempre te protegi certo? Então não é agora que vou te deixar na mão.

 - Ain Jorge! Obrigada.

 Nós dois ficamos meio corados, então saímos da minha casa, não sei quem estava mais ansioso, Maria por se expôr na rua daquele jeito ou eu por andar junto com ela, eu acho que tínhamos o mesmo medo, de algum conhecido a reconhecer.

 Andávamos um ao lado do outro, parecendo um casal indo para a academia, só que Maria realmente chamava muita atenção com seu conjunto lilás acetinado e super justo, os homens que passavam por nós disfarçavam as olhadas pelo fato de eu estar junto, logo imaginei novamente o que ela passou quando estava sozinha, certamente muitos assobios e provocações.


 - Lá na frente estão os caras que me seguiram Jorge! 

 Senti seu medo quando ela disse isso, também notei ela ficando mais perto de mim, segurando a bolsinha com as duas mãos. 

 Ao nos aproximarmos dos caras, que estavam sentados na frente de uma casa, instintivamente eu passei meu braço por trás de Maria e a agarrei pela cintura, puxando para bem perto de mim como um casal, demonstrando para eles que a garota estava bem acompanhada, meio dominante da minha parte.

 O que foi interessante, é que mesmo estando nós dois tão expostos em público, o fato de não cruzarmos com nenhum conhecido me tranquilizou, o fato de Maria ser tão convincente como uma garota me fez perder a vergonha e o receio de estar com ela, isso explica o fato da gente já ter virado a esquina e eu ainda estar mantendo ela junto a mim, como se me pertencesse, ela seguiu caminhando comigo sem dizer nada.

 Finalmente chegamos em sua casa, assim que ia me despedir Rosana abre a porta.

 - Nossa filha! Você demorou... Jorge! Vocês estavam juntos?

 Ficamos corados.

 - Oi Dona Rosana! Nos encontramos na rua e viemos conversando até aqui.

 - Que bom! Fico feliz que a minha filha estava bem acompanhada e segura. Entre Jorge! 

 - Não! Não posso! Tenho algumas coisas para fazer em casa.

 - Ok, mas venha nos visitar com mais frequência, minha filha fica tão sozinha aqui e sente sua falta, aposto que ela foi procurar você!

 Maria se contorcia de vergonha.

 - Já vou indo, até mais!

 Conforme sua mãe já havia lhe ensinado, Maria me abraçou e me deu um beijo no rosto, também me disse docemente:

 - Tchau Jorge! Até mais!

 Durante o caminho de volta para casa, não pensava em outra coisa, senão em tudo o que aconteceu desde que Maria entrou na minha casa, dizia a mim mesmo que eu estava agindo feito um louco e não deveria fazer o que tinha feito, porém ao chegar em casa, uma das primeiras coisas que fiz foi me masturbar, como se ainda conseguisse sentir a boca macia e quente de Maria no meu pau, como aquilo foi bom! 

 Já era noite quando minha mãe chegou em casa, minutos depois ela vai até meu quarto e me chama.

 - O que houve mãe?

 - Eu que pergunto Jorge, pois o absorvente na lixeira do banheiro não é meu!

 A princípio não entendi nada, mas depois raciocinei, Maria estava usando o absorvente quando gozou, por isso não sujou sua roupa. 

 - Tudo bem Jorge, não precisa ficar se explicando, você já um homem, e bonito, mas toma cuidado! Se previna e não faça da minha casa um motel quando não estou!

 - Mas mãe...

 - Sem mais Jorge, está tudo bem, só não quero ser avó tão cedo, apenas seja cuidadoso ok.

 Mesmo um pouco constrangido, eu concordei com ela.

 Alguns dias se passaram, finalmente era o último dia de aula, os professores não passaram atividades, foi um dia de despedidas e planos para as férias. Eu estava tranquilo até ser abordado por Kelly.

 - Então Jorge, você tem visto o Mário ultimamente? Afinal, você era quase um guarda costas dele.

 Desde aquela vez eu suspeitava que ela sabia de alguma coisa, então menti:

 - Pior que eu não o vi mais, pra você é um alívio ele ter ido embora, pois ele não te deixava em paz.

 - Você não faz ideia de como estou satisfeita agora Jorge, mas indo direto ao ponto, me encontra amanhã no clube, próximo a quadra de tênis, quero te mostrar algo.

 - Mostrar o quê Kelly?

 - Só vem! Te espero lá!

 Ela foi embora me deixando curioso, o que ela queria me mostrar na quadra de tênis do clube?

 No dia seguinte, fui ao clube com receio, achando que Kelly iria me encher de perguntas sobre o paradeiro de Mário, ou pior, informar que sabe o que está acontecendo com ele, de qualquer jeito, seria muito satisfatório para ela, que o odiava.

 Me aproximando da quadra de tênis, vejo duas garotas jogando, uma delas era Kelly, estava bonita em seu traje de tenista, a saia curta valorizava suas belas pernas, já a sua adversária na partida me chamou mais a atenção, não só a minha como dos outros que passavam, seu traje beirava a vulgaridade, sua saia era curtíssima, mal cobrindo a bunda. Kelly me viu chegando e acenou:

 - Oi Jorge! Estou aqui jogando com a minha nova amiga, quero te apresentar!

 Quando vejo sua amiga se aproximando, toda tímida com a raquete na mão e com o rosto sob a viseira olhando pra baixo, eu fico sem reação por um momento, em seguida meu coração dispara.

 - Maria?

 - Oi Jorge.

 - Essa é minha nova amiga Maria, ela não é uma graça?


 - Ai ai Jorge! Você realmente achou que eu não sabia? Senta ali e assiste nosso jogo, terminando a partida voltaremos a conversar.

 Eu estava tão atordoado que não me restou outra coisa a fazer se não me sentar e assistir elas jogando, só que os lugares ficavam do lado da quadra onde estava Maria, dando uma visão privilegiada.


 Eu não estava sozinho, outros rapazes vieram pra assistir, mas não com interesse no jogo, sim para ver a saia super curta de Maria levantar com os seus movimentos.

 Quando Kelly corria para rebater a bola, sua saia levantava expondo seu shortinho que cobria todo o seu bumbum, diferente de Maria, que estava claro que não tinha essa proteção.


 Eu ouvia o comentário dos caras:

 - Essa safada tá sem o shorts por baixo da saia?

 - Tá só de calcinha, e de renda!

 Kelly jogava a bola alto de propósito, só para Maria pular, fazendo a saia subir toda, expondo sua calcinha tipo shortinho de renda semitransparente.


 Os caras na platéia vibravam e assobiavam a cada exposição de calcinha, Maria toda constrangida passava a mão na parte de trás da saia em vão.

 Além de mim, tinha cinco caras que pararam ao passar pela quadra e começaram a observar Maria, cobiçando, assobiando e provocando. Eu com o meu sentimento de protetor, também com um pouco de ciúmes, não consegui ficar quieto:

 - Ei caras! Deixa a menina em paz! Estão deixando ela envergonhada.

 - Ah desculpa, você é o namorado dela?

 - Não... Não! Mas...

 - Olha como ela veio pra jogar, você acha que ela não quer chamar a nossa atenção? Essas tímidas são as mais safadas na cama.

 Eu não consegui dizer mais nada, mas conforme eles a observavam melhor, notaram algo estranho.

 - Ei, prestem atenção quando ela ficar de frente. Tem algo estranho ali, acho que não é uma buceta!

 Meu coração disparou ao ouvir. Eles continuaram:

 - Eu também reparei, essa gatinha é um cara!


 Dos cinco caras, dois ficaram envergonhados de ter cobiçado e foram embora. Ficaram três que diziam:

 - É uma trans, quase não percebo.

 - Podem falar o que for, mas eu pegaria.

 - Ela nos enganou direitinho, como um cara consegue virar uma gatinha linda dessas?

 Eu vi os olhos de Maria se arregalarem ao ouvir que foi descoberta, ela estremeceu de vergonha.

 - Por favor Kelly! Vamos parar, por favor!

 - Tudo bem, você jogou melhor do que ontem, seguiu bem minhas dicas.
 
 Kelly acenou para mim para irmos embora, fomos para uma mesa com cadeiras que estavam próximas e nos sentamos.

 - Bom, voltando ao nosso assunto, que motivo eu teria para não contar pra todo mundo que aquele imprestável do Mário agora é essa princesinha aqui?

 - Eu continuo fazendo tudo o que você quiser Kelly, mas não conta pra ninguém, eu imploro!

 - E você Jorge? Não vai dizer nada?

 - Eu... Eu não acho legal você fazer isso, já é vergonhoso demais para ela passar por tudo isso.

 - Você diz isso pois também tem motivos para manter esse segredinho!

 - Co... Como assim Kelly?

 - Eu vi as fotos de vocês naquele evento, Maria estava um espetáculo não é mesmo? Também fiquei sabendo que vocês dormiram juntinhos na mesma noite, dormiram mesmo?

 Eu fiquei corado e nervoso, ela estava jogando com Maria e tentava me incluir nesse jogo.

 - Não fiquem nervosos! Eu não vou contar, vou manter tudo isso entre nós, isso vai fortalecer nossa amizade, por isso vamos passar o fim de semana na casa de praia do meu namorado.

 Eu percebi que não foi apenas um convite, mas uma convocação, para manter o segredo tivemos que aceitar.

 - Bom, vamos embora! Vamos acompanhar Maria até a casa dela que é a mais próxima.

 - Tudo bem, eu espero vocês trocarem de roupa.

 - Trocar de roupa? Nem trouxemos roupas extras!

 Eu fiquei pensando em Maria tendo que sair de casa até o clube e agora voltar para casa com essa roupa.

 Fomos caminhando os três juntos, a casa de Maria ficava apenas a duas quadras do clube, distância o suficiente para chamar a atenção das pessoas na rua, o vento colaborava para isso. Com a raquete em uma das mãos, só restava para Maria segurar a parte da frente da saia, a parte de trás balançava livremente, subindo algumas vezes, para sua sorte, a rua em que ela morava não era movimentada.

 Já em frente sua casa, Maria se despede de mim com um abraço e um beijo no rosto. Kelly comenta:

 - Ount! Que fofos!

 A casa de Kelly ficava no caminho para ir a minha, então seguimos juntos.

 - Achei fofo você ter aceitado tão bem a mudança do seu amigo.

 - Eu fiquei tão surpreso quanto você deve ter ficado ao vê-lo pela primeira vez.

 - Sim, mas eu já esperava, afinal nossas mães trabalharam juntas nisso!

 - Como assim nossas mães? Que história é essa Kelly?

 - Não... Não! Eu quis dizer minha mãe e a Dona Rosana, é isso! Eu ligo dizendo o horário pra gente sair, até mais!

 Já em casa fiquei pensando, qual a intenção de Kelly em nos fazer passar o fim de semana juntos na praia?
 

Comentários

Anônimo disse…
Muito bom adoreii, entro sempre pra ver, fiquei feliz de ter um novo
Veri cdzinha disse…
Sensacional como sempre! Porém nossa não demore tanto não!!!!
Emilly disse…
Torne Rosana uma aconselhadora ainda mais ousada para Maria, como uma mulher experiente que ensina coisas que só ela sabe, explicando de forma crua e baixa – tipo detalhes safados sobre toques íntimos, como usar brinquedos para maximizar o prazer, técnicas de submissão que deixam o corpo todo tremendo, ou até como lidar com o tesão de forma bem explícita e sem rodeios. Isso ajudaria Maria a se sentir mais confiante e viciada na feminização, com cenas onde Rosana demonstra pessoalmente, revelando seu lado dominante e cheio de truques "baixos". Continua logo, tô doido pra ler.
Anônimo disse…
Amei, ansiosa para continuação!! Seria interessante mostrar como um flashback da transformação com a amiga ajudando as mães
Anônimo disse…
Aiii espero que o novo conto volte logo, to adorando
Luiza disse…
Eu também estou ansiosa para ler a continuação.
Lunna disse…
Doida pra ler a continuação.

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